Caso 02 · EUA · exportação + grosso

Produzir na Turquia e vender na América

A METAKRLYIC é uma marca que criei de raiz para o mercado norte-americano. A mesma fábrica, a mesma tinta — mas outro país, outra língua, outra lógica de venda. Este caso mostra que trabalho existe mesmo por trás da frase «vamos exportar».

PapelDono da marca + programador fundador
MercadoEstados Unidos
CanalO próprio site + grosso na Faire
LínguaTudo em inglês

Ponto de partida

Tínhamos um produto com mercado real nos Estados Unidos: acrílico perolado à base de água. Mas nada do que funciona na Turquia se transporta para lá tal como está. Antes de fazer a primeira encomenda a uma marca de que nunca ouviu falar, um comprador americano olha para três coisas: o produto é real, a marca é real, a encomenda chega mesmo.

Ou seja, o trabalho não era só «abrir um site em inglês». Era fabricar confiança — e cada peça dessa confiança tinha de ser construída em separado.

Página inicial da METAKRLYIC: a carta do conjunto de 24
Página inicial — no primeiro ecrã, o que é o produto, quantas cores tem, o preço e o prazo de envio. O comprador americano vê estas quatro informações sem rolar a página.

As decisões que tomei

Página inicial de metakrlyic.com: uma identidade de marca à parte para o mercado norte-americano Página de contacto de metakrlyic.com: morada nos Estados Unidos e e-mail do domínio próprio Página grossista de metakrlyic.com: pedido de amostras e tabela de preços grossista Página de produto de metakrlyic.com: a escolha da cor e o fluxo de adicionar ao carrinho Carta de cores de metakrlyic.com: as 24 cores todas numa só página

metakrlyic.com — página inicial

01

Não uma tradução da marca turca, mas uma marca à parte

Não traduzi a ART IST para inglês e chamei a isso exportar. METAKRLYIC é outro nome, outra linguagem visual, outro foco de produto — concentrado numa só coisa: um conjunto de acrílico perolado de 24 cores.

Porquê: num mercado estrangeiro, uma marca que «faz tudo» não dá confiança. Uma marca que faz uma coisa muito bem dá.

02

E-mail autenticado a partir do domínio próprio

As confirmações de encomenda e os e-mails de marketing saem do endereço próprio da marca e não do Gmail — com a identidade do remetente autenticada, pelo que os e-mails não caem no spam.

Porquê: um remetente não autenticado significa que, nos Estados Unidos, a maior parte dos seus e-mails nunca é vista. Sem essa configuração, reunir uma lista deixa de fazer sentido.

03

Um canal grossista ao lado do retalho

Abri loja na Faire, o mercado onde se juntam as lojas independentes de material de belas-artes dos Estados Unidos. Os produtos ficam sincronizados com o stock do Shopify: o que se vende de um lado desconta automaticamente do outro. Para as lojas que encontro eu próprio há ainda uma linha de venda direta sem comissão.

Porquê: chegar ao consumidor um a um através de publicidade é caro. Vender uma vez a uma loja significa estar continuamente nas suas prateleiras.

04

Um fluxo automático que traz de volta o carrinho abandonado

Quando alguém deixa um e-mail na primeira visita, o desconto de boas-vindas sai automaticamente; um e-mail de lembrete traz de volta quem encheu o carrinho e saiu. Ambos foram escritos em inglês e estão a funcionar.

Porquê: a maior parte dos visitantes que a publicidade traz não compra na primeira visita. Estes dois e-mails põem o dinheiro de publicidade já gasto a trabalhar uma segunda vez.

05

Distribuí o motor de textos por vários meses

Com o nome «Studio Notes» foram escritos 20 artigos e programados com meses de antecedência para sair de dois em dois dias. O site cresce sozinho todas as semanas.

Porquê: o visitante que vem do motor de busca é gratuito mas demora a chegar. Se não semear hoje, daqui a seis meses também não terá nada.

Página de blogue da METAKRLYIC
Studio Notes — um plano editorial escrito de antemão e distribuído por meses.

O que há hoje

24cores no conjunto principal
20artigos, em publicação programada
2canais de venda: site + grosso
%0de comissão — linha grossista direta

As peças que foram construídas

Antes e depois

O que se segue não é uma promessa de faturação mas um levantamento: o que havia no início e o que há hoje. Aqui não escrevo nada que não tenha medido.

No início
Hoje
Marca

Não havia marca para o mercado norte-americano; pensava-se em traduzir a marca turca.

Marca

Outro nome, outra linguagem visual, uma marca à parte centrada num só produto: um conjunto perolado de 24 cores.

E-mail

A correspondência saía de uma conta de e-mail pessoal.

E-mail

E-mail a partir do domínio próprio, com identidade de remetente autenticada — não cai no spam.

Carrinho abandonado

Não havia nada que trouxesse de volta o visitante que chegava ao site e saía sem comprar.

Carrinho abandonado

O desconto de boas-vindas e os e-mails de lembrete de carrinho foram escritos em inglês; ambos estão ativos.

Canal de venda

Só o próprio site; era preciso chegar ao consumidor um a um através de publicidade.

Canal de venda

O site mais uma loja no marketplace grossista norte-americano; o stock mantém-se sincronizado entre os dois.

Conteúdo

Havia tanto conteúdo como no dia da abertura, e nada depois disso.

Conteúdo

Foram escritos 20 artigos e programados com meses de antecedência para sair de dois em dois dias.

A lição que daqui sai

O que significa para o seu negócio

Exportar não é «encontrar um cliente estrangeiro», como a maioria dos fabricantes julga. É construir a estrutura que leva um cliente estrangeiro a considerá-lo de confiança. Um domínio de e-mail autenticado, um prazo de entrega real, uma condição de devolução, uma tabela de preços grossista — nada disto é vistoso, mas se faltar uma peça a primeira encomenda não chega.

Se produz na Turquia e está a pensar abrir-se ao estrangeiro, eu percorri este caminho uma vez até ao fim. Percorrê-lo uma segunda vez é muito mais rápido.

Se está a pensar abrir-se ao estrangeiro

Se o seu produto tem mercado lá, por que canal faz sentido entrar, quanto tempo demora — falemos disso. A primeira conversa é gratuita.

Vamos falar da sua marca