Caso 03 · retaguarda · automação

O lado invisível do site

O peso verdadeiro de uma marca não está no site mas atrás dele: uma publicação por dia, uma fatura em cada encomenda, um stock separado em cada marketplace, chaves que expiram todos os meses. Este caso conta como um negócio de uma só pessoa pôs tudo isso a girar sozinho.

PapelFundador + programador
ÂmbitoA retaguarda de duas marcas
Canal8 redes sociais + 6 marketplaces
PessoasUma pessoa

Ponto de partida

O trabalho a sério começa depois de o site abrir. Instagram todos os dias, Facebook todos os dias, LinkedIn uma vez por semana, mais YouTube, Pinterest, TikTok… por cima disso preço e stock nos marketplaces, e por cima ainda uma fatura em cada encomenda.

Um negócio que faz tudo isto à mão nunca encontra tempo para crescer. Eu também não encontrava. Por isso automatizei peça a peça — e agora consigo montar o mesmo sistema para outras marcas.

Os sistemas que foram construídos

01

Publicação automática em 8 canais

As publicações saem sozinhas para o Instagram, Facebook, Threads, YouTube e LinkedIn às horas previstas. Pinterest e TikTok são preparados em lotes. Para a marca norte-americana corre uma linha inglesa separada — não o mesmo conteúdo, mas conteúdo escrito para aquele mercado.

Porquê: ter de se lembrar de publicar acaba, mais cedo ou mais tarde, em não publicar de todo.

02

Nunca emito uma fatura à mão

As encomendas do site e dos marketplaces transformam-se automaticamente em fatura eletrónica. Do lado da contabilidade não se introduz nada à mão.

Porquê: a faturação é a tarefa que mais depressa o afoga à medida que o volume cresce — e aquela em que os erros saem mais caros.

03

Robôs de guarda

Na nuvem correm dois pequenos programas. Um percorre três vezes por dia os comentários das redes sociais e avisa-me dos que esperam resposta. O outro testa diariamente, ao vivo, as chaves de integração e avisa 20 dias antes de expirarem.

Porquê: aquilo que se avaria em silêncio é o mais caro. Quando uma chave expira, as vendas param — e normalmente fica a saber por um cliente.

04

Produzir vídeo em escala

Foram produzidos vídeos de produto para as 234 cores e ligados, cor a cor, tanto ao site como aos anúncios dos marketplaces. Há ainda centenas de vídeos curtos prontos para as redes sociais, em pacotes sincronizados com música.

Porquê: o vídeo é hoje a única moeda que corre em todos os canais. Não é um volume que se alcance a filmar à mão; é preciso uma linha de produção.

05

Medir e gerir a publicidade

Revi as contas de publicidade e apurei que campanha dava lucro de facto. A lição mais clara foi esta: uma campanha montada com o objetivo certo devolvia várias vezes o que gastava, ao passo que uma montada com o objetivo «tráfego» gastava o dinheiro sem retorno visível.

Porquê: a maior parte do dinheiro perdido em publicidade não se perde por mau desenho, mas por escolha errada do objetivo.

O lado do software — até onde consigo ir

Não tenho equipa a quem entregar este trabalho; escrevo tudo eu. Dois exemplos, para mostrar onde está o limite:

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Antes e depois

O que se segue não é uma promessa de faturação mas um levantamento: o que havia no início e o que há hoje. Aqui não escrevo nada que não tenha medido.

Quando era feito à mão
Agora
Redes sociais

Cada publicação à mão, cada canal em separado — quando alguém se lembrava.

Redes sociais

8 canais; cinco totalmente automáticos, dois em lote e uma linha inglesa à parte para os Estados Unidos.

Faturação

Para cada encomenda era emitida à mão uma fatura eletrónica.

Faturação

As encomendas do site e dos marketplaces transformam-se em fatura automaticamente; não há introdução manual.

Chaves de integração

Quando uma expirava, as vendas paravam e ficava a saber por um cliente.

Chaves de integração

Uma sentinela na nuvem testa as chaves todos os dias e avisa 20 dias antes de expirarem.

Opiniões

Os comentários à espera de resposta passavam despercebidos.

Opiniões

Um robô que percorre três vezes por dia comunica os comentários à espera de resposta.

Vídeo

Os vídeos de produto eram filmados um a um e não escalavam.

Vídeo

Foram produzidos vídeos para 234 cores e ligados, cor a cor, ao site e aos anúncios dos marketplaces.

A lição que daqui sai

O que significa para o seu negócio

Automatizar não quer dizer «um robô em vez de uma pessoa». Quer dizer libertar o seu tempo para o trabalho que só o senhor pode fazer. O senhor desenvolve o produto, o senhor fala com o cliente — a fatura, a publicação e a sincronização de stock fá-las a máquina.

Não monto o site de uma marca e desapareço. Também sei construir o sistema que está por trás, porque no meu próprio negócio fui obrigado a construí-lo.

Quer o seu tempo de volta

Quais dos trabalhos que hoje faz à mão poderiam passar para uma máquina — vejo e digo-lhe. A primeira conversa é gratuita.

Vamos falar da sua marca